O Perigo do aumento acima da inflação das mensalidades escolares

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Nos últimos meses tenho tido muitas conversas com gestores, em eventos, reuniões e outros canais, e o assunto mais abordado é o de reajuste de mensalidade, e grande parte destes gestores vem optando por aumentos acima da média, aplicando 9%, 10% até 12% de aumento para 2018.

Mesmo aqueles conservadores que estão tratando o número cautelosamente na casa dos 6% já sofreram a irá do mercado ao fim do ano, pois com a inflação fechando 2017 abaixo dos 3%, e com reais chances de atingir números como 2,3%, a escola enfrentará a irá dos pais pelo índice que é o dobro da inflação. Embora saibamos das dificuldades e peculiaridades do setor, comercialmente será complicado explicar aos pais atuais e futuros, os números que levaram a conclusão de um aumento de 2 dígitos, sendo que na grande parte dos casos, trata-se apenas de um chute baseado nos números dos últimos anos, sem uma análise minuciosa dos fluxos e gastos, gerando um certo efeito colateral de desvalorização da escola, no sentido de distanciamento do valor agregado vs preço aplicado, causando perda de alunos, tanto pelo aumento “abusivo”, quanto pelo despreparo de investimento em qualidade para reter ou capturar novos alunos. 

Somado a questão jurídica que embasa os aumentos de preços pelo Código de Defesa do Consumidor e da Lei 9870/99, onde a escola poderá enfrentar problemas com clientes por denúncias e reclamações de aumento injustificado e abusivo, o melhor caminho não é aumentar em demasia os valores para 2018, e sim cortar custos, descontos e ampliar receita com mais alunos.

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